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Esta máscara não é uma representação da fisionomia humana, mas uma tradução de sua essência espiritual. A forma alongada e a verticalidade acentuada sugerem uma conexão entre o plano terrestre e o imaterial. Ao ser utilizada em ritos, a peça anula a individualidade do portador para dar voz ao coletivo ou ao divino. A testa proeminente e os sulcos que desenham o rosto não são meros adornos, mas mapas de uma jornada ritualística onde o corpo se torna o suporte para a manifestação do sagrado. No contexto das sociedades Fang ou Lega, uma máscara desta natureza operava como um instrumento de ordem social e mediação espiritual. A precisão da simetria e a complexidade das escarificações esculpidas comunicam status e pertencimento a círculos iniciáticos específicos. No DominionArts, a peça é apresentada em uma caixa alta (shadow box) que a isola do contexto funcional para enfatizar sua autoridade visual. Ela deixa de ser um acessório de dança para se tornar uma presença escultórica que exige silêncio e respeito. Esta peça está associada às tradições rituais da África Central e Ocidental, apresentando características estilísticas comuns aos povos Fang (Gabão) ou Lega (RDC). Frequentemente relacionadas a sociedades secretas ou ritos de iniciação, tais máscaras serviam como "passaportes" espirituais ou representações de ancestrais importantes.